terça-feira, 15 de abril de 2014

Invólucro de metamorfose.

Na volta para casa depois da Faculdade, subindo a escadaria do Dique do Tororó, algo muito minúsculo chamou a minha atenção. Algo parecendo que posto somente para mim ensinar: Era um casulo, parei registrei aquela cena, algo meio “bobo”, porém, podemos tirar grandes lições... Analisando de fora, tudo parece imóvel e morto. Lá dentro, entretanto, longe do âmbito ocular e invisível, a vida amadurece vagarosamente, paulatinamente talvez, quem sabe! Chegará o momento em que ela será grande demais para o invólucro que a contém. Ela se romperá em busca de uma liberdade.
Mesmo assim acontece com nós, às vezes pensamos que nada nos acontece de extraordinário, senão “monótona - rotina”. Parece que tudo permanece estático. Sem saber que assim como a borboleta para alcançar tamanha exuberância precisa dias e mais dias, para ficar na sua forma mais bela possível. Metamorfosear-se, não é nada fácil, a transformação nos custa, dias, experiências, lágrimas, dores, alegrias, risos e tudo mais. O processo da metamorfose leva tempo, apesar da destruição e reconstrução, a borboleta não pode excretar nada, e assim, todos os resíduos se acumulam e só poderá se livrar deles quando romper o casulo e deixar ali a sujeira. A saída do casulo requer muita energia. Uma série de movimentos para forçar a pele velha contra a direção oposta à cabeça.
Contudo, os movimentos são lentos, todavia fortes e pontuais. O tempo de transformação e emersão é bem variado em cada “ser”. Assim que a borboleta provoca as rachaduras no casulo, começam fazer resistência por esse lado. Quando se é completamente livre, então espera o endurecimento das asas que lhes permitem voar.

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