sábado, 8 de abril de 2017

A Morte é um Fato Real.


Quando eu era menino, numa cidade do interior, quando alguém vinha ao falecimento as igrejas faziam soar o repique fúnebre do sino. Não importava quem fosse, rico, pobre, velho, jovem, conhecido ou desconhecido. Todo mundo ficava sabendo que em algum lugar se chorava. Abria-se um sagrado espaço - pois o sagrado é isto, ali onde as pessoas choram juntas. É tão difícil ouvir alguém falando ou escrevendo sobre a "morte". Talvez ela seja a maior inimiga da humanidade, sendo que ela é a reguladora. Reguladora? Sim! Ela regula, ela é a "niveladora" de todas as diferenças, ela reduz o máximo ao mínimo. Um dia fui até uma banca de revista, comprar algo para ler, e fiquei surpreso ao ver um livro que tinha por título "A morte", ou seja algo  do tipo: preparando filosoficamente para a morte. Eu fiquei me perguntando quem compraria um livro daquele. Os filósofos da existência, no século XX, aprenderam esse dado sob a fórmula mais genérica da experiência da “finitude humana”. Para Heidegger, um dos “existenciais” que caracterizariam o homem é o “ser-para-a-morte”: “Zum-Tode-sein”. Isto significaria que entre as diversas possibilidades do homem há uma que representa “a possibilidade da impossibilidade”, ou seja, quando esta ocorre, todas as demais possibilidades ficam excluídas. É inegável dizer que a morte não é fator real, e talvez a certeza mais rigorosa que exista. A filosofia interpreta a morte como um aspecto onde quem "sabe morrer aprendeu a viver, e assim a vida e a morte se iluminavam reciprocamente." Não é preciso ser nenhum filósofo para constatar que ela vem, e rogo ao Ser Supremo que retarde essa realidade. (Risos) E nem tão pouco escrevo sobre ela para incentivar a sua vinda, que seja não resguardada para outros quanto para mim, enquanto distante estar, recomendo fazer segundo o que diz as Escritura Sagrada [Eclesiastes 3,12: “Então compreendi que não existe para o homem nada melhor do que se alegrar e agir bem durante a vida”]. Ou seja, buscar um virtuoso prazer, estremada satisfação moral e pessoal.

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