quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Mutatis mutandis "mudando o que tem de ser mudado".



A expressão advinda do latim “MUTATIS MUTANDIS SERVATIS SERVANDIS”, que tem significação “mudando o que tem de ser mudado e conservando o que deve ser conservado”. De modo geral, pode ser compreendida como: “com as devidas modificações ou alterações – conservando aquilo que deve ser conservado”.  Tal expressão, via de regra é utilizada em pronunciamento judiciais (despachos, decisões interlocutórias e sentenças) numa compreensão de algo onde fora alterado ou analogicamente pode fazer tal modificação, todavia tomando as necessárias proporções e alterações devidas.
Em outro sentido, pode significar também "com as alterações necessárias" ou "necessariamente no que couber".
Essa expressão, nada obstante, refere-se amplamente a cotidiano, as circunstâncias e as pessoas, pois, as mudanças são inevitáveis e compreende uma ideologia de quase sempre “fugir do controle humano”, porém, tem mudanças que são inerentes ao ser.
Quantas frases, citações, canções e redações, fizeram menção das modificações/alterações/mudanças, mais ainda sim é difícil entender absolutamente complexidade da mudança nos termos práticos.
Podemos mencionar alguns exemplos, tais como:
 A música “Por enquanto” do cantor e compositor Renato Russo, interpretada como brilhantismo também de Zélia Duncan e Cássia Eller ”Mudaram as estações, nada mudou... Mas eu sei que alguma coisa aconteceu... Tá tudo assim, tão diferente...”
Nessa canção, retrata as mudanças inerentes da vida que foge do controle humano, é o caso, por exemplo, mudar as estações, aflora dizer que a inevitabilidade do “passar do tempo”, as horas correm, viram dias, que concretizam meses, consequentemente, ano. Não precisa ser um “gênio” para entender que um ano compreende as quatro estações, que necessariamente implica a existência das mudanças, ao menos das modificações climáticas, ainda que para alguns analíticos dessa canção, as mudanças foram meramente temporais, pois, ao longo do período de tempo, “nada muda”, pressuponho que para o ilustre compositor falava de monotonia, de uma rotina de vida que desgasta.
Por outro lado, Heráclito de Éfeso (Teoria do Devir):  “um sino de ferro enferruja, o rochedo, corroi-se, uma árvore cresce, um corpo envelhece. tudo se move, nada permanece imóvel e fixo, tudo muda e se transmuda, sem exceção”.
Nos dizeres de Heráclito, a realidade é um eterno fluir, constante transformação das coisas, ou seja, “tudo flui” (“planta rhe”). A vida é uma sucessão de encadeamentos de ato, entretanto não há objetos, animado ou inanimado que sofre alterações contínuas.



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